Com a discussão da PEC do Fim da Escala 6×1 ganhando força no Congresso, cada vez mais gestores se perguntam se vale a pena migrar antecipadamente para o 5×2. A resposta não é uma regra única — depende do setor —, mas os dados ajudam a decidir.
Carga horária: no 6×1 tradicional, o colaborador trabalha 6 dias com 1 folga, geralmente 7h20/dia para fechar 44h semanais. No 5×2, a mesma carga se distribui em 5 dias, com jornadas de 8h48 ou 8h + banco de horas para feriados.
Produtividade: a prática de países que já usam 5×2 de forma consolidada mostra que jornadas mais concentradas em menos dias tendem a manter produtividade equivalente, com queda no absenteísmo causado por fadiga acumulada.
Retenção e clima: colaboradores em 6×1 relatam mais exaustão por terem apenas cerca de 4 folgas por mês, enquanto o 5×2 garante 8-9 folgas — geralmente incluindo dois dias consecutivos, o que favorece descanso real e vida pessoal.
Custo operacional: o 6×1 costuma exigir menos colaboradores (menor headcount) por não precisar de cobertura extra nos fins de semana, mas o 5×2 pode reduzir a rotatividade de equipe, faltas e custos com rescisão e treinamento de reposição — o que compensa em médio prazo.
Não existe resposta universal: comércio de rua com pico no fim de semana pode preferir manter 6×1 combinado com escalas 12×36 pontuais; já operações de escritório e indústria sem demanda de fim de semana ganham migrando para 5×2. O ideal é simular os dois cenários antes de decidir — o Excala permite comparar a distribuição de horas e o custo de ambos os regimes na mesma equipe.